BLOG

20 anos sem Ayrton Senna: meses emocionantes

WEMERSON MARREIRO | 15/08/2015 |

Participar, criar, elaborar as páginas de um dos maiores ídolos nacionais foi realmente um dos momentos mais marcantes da minha carreira.  Além da honra em em participar e criar este projeto juntos com profissionais de qualidade. O encarte saiu e foi sucesso.

 

Passamos meses trabalhando. Eu particularmente fiquei dois meses imaginando como poderia fazer estas páginas especiais.

 

Não queria fazer nada que já existisse, queria contar a história do maior ídolo nacional. Ayrton Senna é uma das pessoas que eu mais admirei; pela transparência, sinceridade, talento e inspiração.

WEMERSON MARREIRO

ARTE, CRIAÇÃO E DESIGN

21 99760-8324

@_wemerson

CONTATO

Submitting Form...

Aconteceu um erro! Verifique os campos.

Formulário enviado.

A ideia inicial era fazer uma linha do tempo tentando contar os principais momentos da carreira do piloto. Na capa, eu pensei em utilizar uma imagem 'triste', mas ao mesmo tempo que transmitisse emoção e brilho no olhar, acho que consegui. E uma foto com gesto de vitória no lado direito da capa também ficou emblemática.

21 99760-8324 Vivo

Na página central do encarte, fiz uma pista, em forma de linha do tempo contando os principais momentos de Ayrton Senna. Claro, não poderia deixar de fazer o "S" do Senna. E ficou legal contornando as pernas do piloto.

 

Na linha do tempo, contando a história, cada ano importante na vida de Ayrton Senna até o trágico acidente. Os carros que ele usou naqueles anos foi conseguido graças a muitas horas de pesquisas na internet. Os mínimos detalhes foi pensado, desde o patrocínio do carro na época, até o tipo de pneu usado.

Muito orgulho em criar este trabalho. Obrigado ao jornal O Fluminense pela confiança e responsabilidade depositada. Parabéns ao jornalistas Daniel Alves, Marcel Tardin, Patrick Monteiro que me ajudaram neste especial.  A empolgação com o trabalho que criei um teaser na época antes da publicação e lancei nas redes sociais, confira abaixo:

Só artista entende

cabeça de artista

WEMERSON MARREIRO | 15/08/2015 |

Muita gente comum acha difícil entender cabeça de artista. De acordo com matéria publicada no jornal O Globo do dia 18 de abril de 2014, talvez essa característica seja até um pré-requisito para fazer daquele “espaço” uma fonte de ideias e criações. A ciência, entretanto, explica que o cérebro dos “artistas” é simplesmente diferente. Foi isso que provou um novo estudo publicado esta pela revista científica “NeuroImage”.

 

O resultado foi alcançado por meio de uma técnica recente de digitalização do órgão chamada morfometria baseada em voxel (MBV). A varredura mostrou que os artistas apresentam maior presença de substância neural em uma área responsável pelo bom desempenho motor e pela comunicação visual, o chamado precuneus, que fica no lobo parietal. Isso reforça a crença de que o talento dessas pessoas pode ser inato.

 

Entretanto, o trabalho também verificou que treinamentos e influências do meio desempenham papel crucial no desenvolvimento das habilidades. Ao todo, os pesquisadores avaliaram 21 estudantes de arte. Os resultados foram comparados aos das análises de 23 pessoas “comuns”.

 

— O precuneus está relacionado a uma série de funções potencialmente ligadas à criatividade e à capacidade de manipulação de imagens visuais — afirmou à “BBC News” a cientista chefe do trabalho, Rebecca Chamberlain, que disse ter realizado o trabalho para tentar descobrir se os artistas de fato veem o mundo de maneira diferente.

 

Maior aptidão motora

 

O participantes também foram estimulados a realizar tarefas de desenho. Por meio dessas atividades, a equipe estudou a relação entre o desempenho e o estado das massas cinza e branca do cérebro. Notou-se que os voluntários que apresentaram mais habilidade tinham essas substâncias em formas aumentadas no cerebelo e na área motora suplementar, duas regiões que estão envolvidas com o bom controle motor e com a realização de ações de rotina.

 

Os resultado do estudo, porém, não é capaz de cravar que os aspectos que influenciam em um determinado talento artístico são totalmente inatos ou se podem ser adquiridos. Na visão do neurocientista Jorge Moll, presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, exemplos de artistas que estão “fora da curva” apresentam forte relação das duas características.

 

— Qualquer habilidade de alta ordem, de alta complexidade, não pode ser explicada de modo simplista. Elas envolvem múltiplos sistemas cerebrais e cargas genéticas, mas também são fruto de muito treinamento — pondera.

 

O especialista também classificou o estudo como inovador, por usar a técnica de morfometria a fim de avaliar quantitativamente certas substâncias presentes no nosso cérebro.

 

— O trabalho não apresenta uma relação de causa e efeito, mas um aspecto correlacionador entre as características da estrutura cerebral e as habilidades. Os pesquisadores não descobriram, por exemplo, se essas características são fruto de alguma alteração ou se já acompanham as pessoas desde o nascimento.

 

Artista plástico e professor de arte no Colégio Bahiense, Alexandre Cavalcanti se formou em desenho industrial e fez mestrado em Belas Artes em Nova York. Ele conta que, em sua vida, desde pequeno mostrou particular aptidão para as artes:

 

— Nem me lembro de quando começou esse meu gosto. Só percebi que queria fazer da arte minha profissão quando, no vestibular, tive que decidir qual curso faria.

 

Hoje, Alexandre dá aulas de arte para crianças de 10 a 13 anos. Na sala, diz perceber claramente quando os pequenos demonstram talento para alguma habilidade.

 

— Podemos desenvolver alguma capacidade, mas dá para ver que alguns alunos têm mais aptidão, têm a mão mais solta. Mas também tem o lado criativo. Alguns são piores na habilidade, mas têm criatividade de sobra e podem compensar. Ou até mesmo seguir em outro caminho da arte que não o desenho — pondera.

 

‘Todos somos arteiros’

 

A designer e professora de desenho da PUC-Rio Marcela Carvalho acredita que as crianças sofrem uma hiperestimulação, o que pode prejudicar no desenvolvimento de suas habilidades para o futuro:

 

— Elas precisam da desopressão, do não estimulo, de um espaço de liberdade. A infância é criadora, todos são artistas. Então, o desenvolvimento da habilidade e do cérebro tem muito mais a ver com com o meio, o espaço onde se vai trabalhar aquilo. Não tem aquela expressão “esse menino está fazendo arte, é arteiro”? É isso mesmo. Todos nós somos.

 

Matéria extraída do jornal O Globo (18/04/2014)